sexta-feira, 11 de abril de 2008

Eu não quero mais você!!!!!!!


Eu não quero mais você, pelo simples motivo de que você também não me quer. Você quer sexo. Pode parecer que é a mesma coisa, mas não é.
Sexo você quer a toda hora, e rola com quase qualquer pessoa. Eu não quero mais saber de sexo com alguém que quer porque quer.
Eu quero alguém que me queira, não estou querendo falar de amor não, estou falando de tesão, daquela vontade incontrolável de pegar a pessoa pelo braço, e arrastá-lo pra longe de tudo e de todos e fazer tudo que der vontade, sem pudor, sem medo, sem preconceito, só por puro tesão.
Aquele tesão, aquela coisa que só de ver a pessoa você já fica sem controle, só de ver um pedacinho da pele, sentir o cheiro... Você já fica lembrando do toque, da respiração no pé do ouvido, da forma como ele te puxa os cabelos pra trás, como te domina e te faz sentir.... aaiiii
Lembra de como é bom quando aquela pessoa faz gato e sapato de você na cama e de como é delicioso quando ele te possui com gosto!!!!
Como ele magicamente é tudo que você pediu de um amante, faz tudo que você gosta sem você ter que pedir, e lembra também que, mesmo que isso não conte (não conta??) ele foi abençoado – e muito!!!
E por saber que é isso que eu quero, é que eu não quero mais você. Porque você quer sexo, e apesar de eu querer muito, eu quero mais ainda que alguém me queira da mesma forma como eu te quero!
Da mesma forma como eu acabei de te descrever nos mínimos detalhes. E a cada nova palavra que surgia eu me sentia cada vez mais excitada e tentada a te ligar e sussurrar pra você fazer comigo o que eu não quero, ou ao menos não devia querer: sexo, muito sexo!
Então como eu já disse, eu não te quero mais, exatamente pelo fato de te querer tanto que começo a me questionar quando meu juízo vai se livrar do fogo que surge do meio das minhas pernas e se espalha por todo meu corpo toda vez que vejo você.

sábado, 29 de março de 2008

Sonho Um


Eu estava nessa festa na casa de alguém. A casa era grande. Estava cheia de amigos e divertidíssima. Do nada eu precisei ir ao banheiro, jogar uma água no rosto, tava muito quente...

Na saída ele veio até mim. Depois de tudo que eu tinha passado, depois de mais de um ano sem que a gente tocasse nesse assunto, ele veio. Aproximou-se de mim pelas minhas costas, por isso não o vi, e veio direto pra minha orelha esquerda e sussurrou com aquela voz de veludo: "Tô com saudades. Vamos tentar de novo. Eu quero fazer dar certo dessa vez. Por favor, seja minha de novo". Aquilo me deu arrepios no corpo todo.

Eu só olhei pra ele, eu não sabia o que dizer. Voltei pra perto dos meus amigos e não mencionei nada a niguém, nem mesmo àquela que sabe de todos os meus passos. Eu passei o resto da noite pensando no que tinha ouvido, lançando uns olhares famintos na direção dele, sem que ele visse é claro!

Quando decidimos ir pra casa ele veio se despedir e me pediu que não esquecesse de suas palavras. Saquei-lhe um selinho rápido, ele ficou desconcertado. Então eu fui embora. No dia seguinte me disseram que ele iria embora, pra um lugar que eu não sabia qual.

Quando dei por mim estava remoendo o fato de não ir com ele, imaginado se ele iria me procurar, pelo menos pra se despedir. Será que ele ia me prometer me procurar quando voltasse? Será que ele ia dizer adeus pra sempre? Será que ele ia me chamar pra ir embora com ele? Essas são perguntas das quais eu nunca vou ter as respostas... acordei antes que ele pudesse me dá-las.





sábado, 22 de março de 2008

Todos os dias



Quando é que você sabe que a sua vida começou?
É uma pergunta que eu tento responder já faz algum tempo...

Será que a minha vida começou quando eu fui concebida? Pode ser. Foi quando eu comecei a ser um organismo pulsante no corpo da minha mãe. Quando eu ganhei coração, cérebro, espinha dorsal e aqueles dedinhos minúsculos.

Pode ter começado, no entanto, quando eu nasci. Afinal de contas, foi naquele momento em que eu vim ao mundo, não é? Meu médico deu aquele tapinha sem vergonha nas nádegas pra eu respirar, mas na verdade foi o primeiro homem que me fez chorar...

Já sei!!! Foi quando eu comecei a falar... e não parei mais! Me tornei um indivíduo pensante com polegar opositor e perfeitamente capaz de evoluir para algo produtivo!!!

Ou será que foi quando eu entrei pra escola?? Parte da minha vida começou quando eu entrei pra escola, mas será que a outra parte também??

Pode ter sido quando eu me apaixonei pela primeira vez (segundo cara a me fazer chorar. É você se acostuma), ou quando eu dei meu primeiro beijo, primeiro namorado, primeira vez...
Primeiras tantas coisas e ainda fico com aquela sensação de que não conheci o suficiente, que minha vida ainda está pra começar e que, apesar de eu já ter passado dos 15 há um tempinho, ainda me sinto uma menina que um dia vai abrir a porta de casa e ouvir "Oi, eu sou sua vida, vamo nessa?!"

Por que que é ela que tem que me levar? Por que eu não posso dizer pra ela aonde, como, com quem, pra que, e principalmente quando eu quero ir? Pois eu quero ir agora! Quero que minha vida comece agora. Quero que comece a acontecer tudo que eu tenho direito. Que meu trabalho comece a progredir, que meu talento escondido finalmente se revele pra mim, que uma paixão avassaladora divida um pouco de seu tempo comigo, que meus amigos se tornem fatores cruciais na minha existência e eu nas deles, que eu ganhe coragem pra parar de me esconder...

A questão é que eu não posso dizer isso pra vida, porque seria injusto. A vida está sempre começando. Começou pra mim a cada momento descrito acima e em muitos outros, ela está sempre se renovando.
Quando é que eu sei que a minha vida começou? Assim que eu abro os olhos... todos os dias!

domingo, 2 de março de 2008

Abraço!


Um abraço são vários braços
Um abraço é um conforto
Um abraço é um aconchego
Um abraço é um refúgio

Tudo cabe num abraço

Um abraço é um carinho
Um abraço é aproximação
Um abraço é alívio
Um abraço é força

Tudo se transforma, num abraço

Um abraço consola
Um abraço alegra
Um abraço transmite energia
Um abraço excita

Tudo pode, um abraço!
Imagine vários...





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Abstinência



Abs-ti-nên-cia. A-B-S-T-I-N-Ê-N-C-I-A. É sempre bom você tentar entender sobre um assuto antes de se meter a falar sobre ele. É complicado você querer falar de algo sem entender, sem ter vivido, presenciado, sofrido.

O que não é exatamente meu caso. Eu sei o que abstinência porque o Aurélio me disse, disse no pé do ouvido que é algo assim como falta, ausência, privação. No outro pé do ouvido, Lalande (1993), disse pra mim que "A abstinência é a renúncia voluntária à satisfação de um desejo ou necessidade". Pois eu discordo desse último. Discordo em gênero, número e grau. Eu já vivi a abstinência tempo bastante pra saber: ela não é voluntária.

Não é da minha vontade consciente e racional me abster de coisas que eu gosto. Principalmente de sexo. Não é nada legal e não tem nada de voluntário em se privar de sexo, não comigo. Passam-se dias, semanas, meses... ai, que crise! Eu fico me perguntando: por que será que é tão difícil???

Tá bom, eu sei que homem tá escasso no mercado, mas nem umazinha de vez em quando pra aliviar o stress??? Cadê vocês homens desinteressados que só querem umazinha, one night stand, sem compromisso???

O tempo passa, a "secura" aumenta e você começa a ver tudo com outro olhos e a essa altura do campeonato tudo aborrece, o leite que derrama na geladeira, a tartaruga do trânsito que tem que ficar justo na sua frente, aquele professor bolha da faculdade que só pega no seu pé (em outras partes ninguém quer pegar). O estranho é que seu corpo começa a falar por você, a boca que fica seca quando você vê alguém se beijando, os olhos que se fixam num par de ombros largos correndo na rua, as mãos que suam ao menor contato com alguma "vítima" em potencial, a barriga se arrepia, a nuca se ouriça, o quadril esquenta... desses todos, o quadril é o pior. Quando chega nesse estágio ou você arruma umazinha ou sobe pelas paredes porque você sabe né, hips don't lie (é, essa foi fraquinha!).

E depois de toda essa conferência corporal surge a pergunta: homens, como vocês não conseguem enxergar isso?? Como vocês não conseguem ouvir um corpo feminino gritandooooo por sexo?? Só falta a gente sair gritando de verdade: "Ei, tô aqui! Quem quer um pedaço??" Vocês não querem ver a gente se humlihar assim né? (Por favor, digam que não!!!!!)

Vocês têm que ler direito nossos sinais sutis. Por exemplo: hoje quando eu saí, coloquei meu melhor decote, e .... e nada!!!! NA-DA!!!! Nem um fui-fui, nem uma olhadinha de lado, nem... nada!!! E olha que eu estou muito mais pra bonita do que pra feia.

Vamos garotos, aprendam a nos interpretar, garanto que se vocês conseguirem "ler" aquela gostosa que senta do seu lado na alula de inglês você consegue alguma coisa com ela. Pra isso basta prestar atenção, ler na entrelinhas, surpreender!!!! Assim vocês vão ser mais felizes e vão nos deixar mais felizes!!! Colocando um fim na abstinência todo mundo vai ser mais feliz (pelo menos todo mundo que sofre por causa dela).
Tudo bem que eu disse que é sempre bom entender algo antes de falar, mas eu juro que sobre esse algo eu gostaria de falar só bobagens, por não saber o que dizer.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Pra começar...



Não faz muito tempo que eu queria escrever. Não faz muito tempo que eu queria ser lida por muitas e muitas pessoas. Sempre fui melhor com as palavras escritas, do que faladas.

Não faz muito tempo que eu queria mostrar pra todo mundo o que eu gosto de escrever, mas o medo sempre foi bem mais forte. Uma grande amiga minha é a culpada por hoje vocês estarem lendo isso, ela sabe quem é. Então, você-que-sabe-quem-é, se ninguém se agradar dos meus textos eu mando buscarem satisfações com você (hehehe). Mas falando sério, agora vejo que ela estava com razão. De alguma forma me sinto mais livre, capaz de explorar possibilidades infinitas, com o poder pra expressar até aqueles pensamentos mais profundos que você não confessa nem pro seu espelho.

É angustiante a idéia de se expor, ainda mais quando isso acarreta, inevitavelmente, em julgamentos. Você fica com medo deles... oras, pessoas estranhas estão acompanhando você fazer aquilo que mais ama na vida, o que te dá mais prazer... vai dizer que isso não dá aquele frio na barriga e uma vontade louca de se esconder?

Ah, espera um pouco, eu já fiz isso!! (hehehe)

Confesso sim que morro de medo que alguém me diga: "Colega, desiste. Desiste enquanto é tempo". É, é cômico sim, mas também é trágico. Ou você acha que só porque eu não assino meu nome verdadeiro eu não fico gelada de ansiedade? Ou que, de alguma forma, isso não está encravado até as raízes no meu dia-a-dia.

Você deve estar se perguntando: "Quem é ela pra achar que essa divagação é interessante?" ou no mínimo: "Quem é ela pra achar que sabe o que eu estou pensando?". O que eu acho mesmo, e sei, é que nada nunca me pareceu tão certo. Finalmente poder expressar tudo isso.

Agora eu posso tentar alcançar o maior número possível de pessoas , como eu sempre quis. Agora eu já me expus, mesmo que nem tanto, e não tem mais como volta atrás.

É agora ou nunca! Eu escolho agora.

Sinta-se muito bem vindo e acolhido no meu Intrépido blog, que pode ser que seja ou não atualizado todo dia. Isso vai depender da audácia das minhas palavras de serem mais fortes que eu, e correrem pra cá quase que sozinhas.

Obrigada a todos que passarem por aqui.